O dia inteiro de cama, espécie de colapso físico, provavelmente algum
micróbio. Logo uma pessoa tão hipcondríaca! Que coisa.
São quase meia-noite e Barack Obama acaba de ser confirmado o candidato
democrata à sucessão de um dos mais sombrios e nefastos anos da história
recente, os anos George W. Bush, Condi, Wolfowitz, Rumsfeld, Negroponte e mais
uma série quase inacreditável de genocidas militantes.
Todo mundo sabe que há algo de musical no salto dos golfinhos e na passagem
do som pelas dobras dos lábios, quando se grita, quando se sorri, quando se
fala. Uma acepção de experiência que não é organizada, mas que organiza o que
quer que se venha a fazer, ou que venha a acontecer.
Como este blog não é informativo, nem pedagógico, e como estou enferma, paro
aqui. Tô sem força para escrever mais, ainda que quisesse.
Porque hoje, nesta noite, os profetas do apocalipse e das variantes
deterministas rastaquera estão mudos. Devem estar. Porque os charlatães
internacionais e os trapaceiros de balcão – engordurado – de falsas idéias e
palavras de aluguel estão sem audiência.
Não precisa de ilusão nem de ingenuidade para dar-se conta de que há tal
coisa como história, e de que há Política, a despeito dos usurpadores que se
dedicam a predar ou a vigiar e punir aqueles que ousam questionar suas
falcatruas. É verdade que não se pode muito, sempre. É verdade que o atual
estado das artes e anti-artes neste mundo e quadra história andam de par com uma
experiência de impotência e desagregação. E que, assim, a expressão yes we can
soa bobinha. Quer dizer, soava.
Floratil, água de côco, pão com pão, sopinha, abraço, amor, confiança.
É melhor para os palestinos e para os californianos. É melhor para os sudas
como eu e para os sudaneses. Só isso e tudo isso. Porque quando a possibilidade
soa como um átimo, esse átimo merece eternidade.